Plano de aula: Habilidade EF01LP03 – Observar escritas convencionais, comparando-as às próprias produções escritas, percebendo semelhanças e diferenças no processo de alfabetização

Neste Plano de aula: Habilidade EF01LP03, você encontra uma proposta pedagógica alinhada à BNCC para o 1º ano do Ensino Fundamental, com foco na observação de escritas convencionais e na comparação com as produções escritas dos alunos, favorecendo o avanço das hipóteses de escrita e a compreensão do sistema de escrita alfabética.

Objetivo de aprendizagem

Os alunos serão capazes de comparar suas produções escritas com escritas convencionais, identificar semelhanças e diferenças na correspondência fonema‑grafema e na organização das palavras, e revisar ou justificar escolhas ortográficas básicas em palavras e frases significativas, evidenciando progresso nas hipóteses de escrita.

Avaliações

Formativa:

  • Observação sistemática durante trabalho em grupo e registros de anotações do professor sobre intervenções (checklist com: identificação de fonemas, uso de letras representativas, organização da palavra, justificativa oral).
  • Roteiro de conversação em grupo avaliado (3 itens): contribuição para a comparação, uso de vocabulário sobre sons/letras, argumentação sobre escolhas de escrita.

Somativa:

  • Uma atividade escrita individual: reescrever 4 palavras e 2 frases previamente produzidas pela turma, comparando com a forma convencional apresentada em cartaz; incluir breve justificativa oral ou escrita (1–2 frases) sobre alterações realizadas. Critérios de sucesso: uso de grafemas representando fonemas essenciais, organização correta da palavra (sequência de letras) em pelo menos 3 das 4 palavras e compreensão demonstrada nas frases.

Pontos‑chave

  • A escrita alfabética representa os sons da fala: cada fonema pode ser representado por uma letra ou grupo de letras.
  • As hipóteses de escrita evoluem; muitas produções iniciais mostram correspondência parcial entre fonema e grafema.
  • Organizar as letras na sequência correta é essencial para a leitura e escrita convencionais.
  • Comparar produções com modelos convencionais favorece a reflexão metalinguística e o avanço das hipóteses de escrita.
  • Valorização do processo e das estratégias individuais: intervenções do professor devem orientar sem desvalorizar tentativas.

Abertura

  • Expor no cartaz duas versões da mesma palavra: a produção de um aluno (anônima) e a forma convencional. Perguntar ao grupo: “O que mudou? O que ficou igual? Por que será que alguém escreveu assim?”
  • Atividade inicial (2 minutos): em duplas, os alunos recebem uma ficha com uma palavra curta (p.ex. “boca”) escrita por um colega; têm 1 minuto para apontar som por som e dizer em voz alta as letras que ouvem.

Introdução do novo conteúdo (mediação docente)

  • Passo 1 (modelagem, 5 minutos): Mostrar um cartaz com uma palavra produzida pela turma e sua forma convencional. Pensar em voz alta: “Ouço /b/ no começo; qual letra coloca esse som? Ouço /o/ no final…”. Mostrar como mapear sons para letras.
  • Passo 2 (explicitação, 7 minutos): Relembrar que há diferentes hipóteses de escrita (pré‑alfabética, silábica, alfabética incipiente). Explicar que comparar ajuda a descobrir como a escrita convencional organiza as letras.
  • Passo 3 (mostra de recursos, 5 minutos): Apresentar fichas de palavras e cartazes com grafias convencionais e indicar como usá‑los no trabalho em grupo.
  • Passo 4 (modelagem de mediação intencional, 5 minutos): Demonstrar intervenções curtas para cada nível de escrita — ex.: incentivar a criança que usa uma letra por palavra a segmentar o som inicial; para quem já usa várias letras, pedir para checar a sequência e sons médios/finais.
  • Conceito equivocado comum: “Se as palavras têm letras, qualquer ordem serve” — antecipar e explicar que a ordem das letras é importante porque muda a palavra e o significado.

Prática guiada

  • Expectativas comportamentais:
    • Trabalhar em grupos de 3–4, ouvir com respeito, esperar a vez de falar.
    • Permanecer na tarefa, usar fichas e cartazes como apoio, registrar observações no caderno coletivo.
  • Estrutura da atividade (20 minutos):
    1. Cada grupo recebe: duas produções escritas da turma (anônimas em fichas), um cartaz com as formas convencionais correspondentes e um roteiro de análise (checklist).
    2. Tarefas do grupo:
      • Ler em voz alta ambas as versões.
      • Segmentar oralmente os fonemas de cada palavra.
      • Comparar sequência de letras e anotar 2 semelhanças e 2 diferenças.
      • Decidir coletivamente se fariam mudanças e justificar oralmente.
  • Roteiro de perguntas escalonadas para o professor (circular pelas mesas):
    • Nível 1 (suporte): “Que som você ouve no começo dessa palavra? Qual letra pode representar esse som?”
    • Nível 2 (aprofundar): “O que mudou entre a sua versão e a forma convencional? Qual letra falta para representar o som que você ouviu?”
    • Nível 3 (análise): “Se trocarmos esta letra por outra, a palavra muda de som ou de significado? Por quê?”
    • Nível 4 (metacognição): “Que estratégia você usou para decidir a sequência de letras? Como poderá usar isso na sua próxima escrita?”
  • Monitoramento:
    • Professor usa checklist e faz anotações rápidas de intervenções mostradas e níveis de escrita.
    • Registrar 3 exemplos de intervenções bem‑sucedidas para feedback futuro.

Prática independente

  • Expectativas comportamentais: trabalhar individualmente com foco, usar as estratégias discutidas, revisar e justificar mudanças.
  • Tarefa (15–20 minutos):
    • Cada aluno recebe uma cópia de 4 palavras e 2 frases que foram produzidas pela turma (versões originais simplificadas). O aluno deve:
      1. Reescrever cada palavra na forma que acredita ser convencional.
      2. Para cada palavra, riscar a(s) letra(s) que adicionou/alterou e escrever uma breve justificativa oral ou frase curta (p.ex. “Mudei o ‘k’ para ‘c’ porque ouço /k/ antes de ‘a'”).
      3. Reescrever as 2 frases de forma mais convencional quando necessário e sublinhar uma escolha ortográfica que considerou.
  • Coleta: professor recolhe estas folhas para a avaliação sumativa.

Fechamento

  • Discussão coletiva (5–7 minutos): pedir que 3 grupos compartilhem uma observação: uma semelhança que encontraram, uma diferença importante e uma mudança que decidiram fazer. Professor sintetiza apontando como a correspondência fonema‑grafema e a ordem das letras orientaram as escolhas.
  • Autoavaliação rápida: cada aluno indica com um sinal (1, 2 ou 3 dedos) quanto se sente confiante sobre escolher letras para os sons: 1 = preciso de ajuda, 2 = quase lá, 3 = confiante.

Atividade de extensão

  • Para alunos que terminarem cedo: criar um mini‑cartaz ilustrado com 3 palavras do seu bairro/escola (p.ex. “mãe”, “escola”, “parque”). Devem escrever a palavra, segmentar os fonemas em bolinhas e indicar que letras correspondem a cada som; depois apresentar para um colega e explicar escolhas.

Tarefa de casa

  • Levar para casa uma ficha com 5 palavras do cotidiano familiar. Pedir que, com ajuda de um responsável, escrevam cada palavra e conversem sobre os sons. Aluno deve trazer 1 exemplo (palavra escrita em papel) a ser comparado com a forma convencional na próxima aula.

Alinhada às seguintes Habilidades da BNCC

EF01LP03 – Observar escritas convencionais, comparando-as às suas produções escritas, percebendo semelhanças e diferenças.

EF01LP02 – Escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética, utilizando letras ou grafemas que representem fonemas.

EF01LP07 – Identificar fonemas e sua representação por letras ou grupos de letras em palavras.

Maria Alves

Sou professora e criadora de recursos pedagógicos, apaixonada por alfabetização, e compartilho aqui práticas, atividades e materiais que facilitam o ensino da leitura e escrita na Educação Infantil e Anos Iniciais.

Maria Alves

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